O Evangelho Para o Homem Todo
Não vemos o termo “o evangelho para o homem todo” de forma explicita na Bíblia, mas ao lermos-la atentamente, vemos o próprio Jesus anunciando o evangelho para o homem todo, e que, portanto há sim, esse termo, mas de forma implícita, basta que o leitor da Bíblia busque os principais eventos de que Jesus participou, e verá esta visão.
Quando Jesus exerceu o seu ministério terreno não só ensinava a palavra, mas também dava de comer ao povo, expulsava demônios, curava enfermos físicos, os doentes mentais. Isto é, atendia o homem em todas as necessidades. Vemos nesta atitude de Jesus um modelo para a visão da missão integral de ver o homem como um todo, e não dictomizado, ou seja, divido em varias partes. O dever da igreja é assistir o homem em todos os seus aspectos, não só espiritual, mas físico, emocional, familiar, social e financeiramente também. Como restrita Mateus no evangelho de Jesus:
“Percorria Jesus toda a Galiléia ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou.”
Com o pecado de Adão e Eva o homem perdeu não só a comunhão espiritual, mas física também. Cristo veio para restaurar essa comunhão com seu sacrifício na cruz, porém a missão deve ser contínua, não podemos parar. A igreja tem o antídoto para a cura total do ser humano. As formas de a igreja fazer isso são diversas, uma delas é por meio do discipulado. A visão que temos acerca do discipulado é distorcida se olharmos a luz da Bíblia. Muitos fazem discipulados visando apenas o interesse de batizar a pessoa, não se importando realmente com a vida. Precisamos ensinar por amor a pessoa atendendo suas necessidades também.
Não podemos ignorar a totalidade do o homem, ou seja todas os seus aspectos. O homem tem problemas diversos. Sendo assim a missão da igreja é resgatar o homem todo. Hoje se tem uma necessidade muito grande no que diz respeito a esta visão. O ser humano é um ser completo de necessidade, e deve ser visto assim, pois a Bíblia o vê dessa forma, pois muitos acham que Cristo veio salvar apenas a alma do homem. Como disse René Padilla “o evangelho deve ser considerado na sua totalidade”. O homem deve ser assistido em tudo. A igreja não pode nunca descuidar do homem como um todo, achando que ele necessita apenas de cuidado espiritual ou físico. Muito pelo contrario ele precisa ser ajudado em toda a sua vida
O homem é formado de corpo, alma e espírito. Deus nos fez assim e esses três aspectos da natureza humana são absolutamente inseparáveis e interligados. O corpo é a parte material da nossa constituição. A alma é o principio de nossa vida animal. E o espírito é o principio da vida racional. Sendo assim tanto seu corpo, alma e espírito precisam ser cuidados. O corpo necessita de alimento físico e outros. A sua alma precisa de salvação.
Assim, não se trata só de salvar almas, mas de salvar homens e mulheres na sua integralidade, seu ser completo. A missão de Cristo, cuja proclamação Ele confiou à Sua Igreja, é a de resgatar o homem todo. O médico Lucas registra: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres e enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos”.
Aqui também Jesus Cristo, no início de Seu ministério, define Sua missão: evangelizar, libertar e curar. Os pobres tem duplo sentido, no sentido físico: aqueles que não tem condições de sobrevivência; no sentido espiritual: aqueles que são pobres para com Deus. Os cativos são aqueles que Satanás tem aprisionado em seu cativeiro. Os cegos são todos os que são objeto de escárnio, doenças mentais e múltiplas doenças.
Jesus Cristo é o padrão da missão da igreja. Seu ministério se restringia em toda a criação de Deus, como disse Paulo: “ por seu intermédio reconciliou consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus”(Cl 1.20).

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