O que gravita em torno da cerimônia do Ramadã, uma das práticas obrigatórias dos devotos de Alá Akbar (deus é grande)? Trata-se, na verdade, do inicio e da obra final da revelação do Al Corão – o livro sagrado e reverenciado pelos muçulmanos.
O Ramadã é o marco mais relevante da fé islâmica, pois o desdobramento que se tem hoje dessa “irmandade” é fruto desse hipotético fato.Ele compreende um tempo de jejum que acontece nas diversas nações onde o islamismo é reconhecido como religião oficial. Esses, acreditam em Alá como único deus e em seu profeta Maomé, tido como o ultimo à raça humana, sendo o portador da mensagem divina; logo, os reverenciam como verdade absoluta.
Anualmente ocorre no nono mês do calendário islâmico, celebrado em 2010 entre os dias 11 de agosto e 9 de setembro, com uma convocação geral para o referido evento. A sura 2.183 do Al Corão afirma: “Ó vós que credes, foi-vos prescrito o jejum como foi aos que vos precederam. E possais tornai-vos piedosos” (CANER, 2001, p.140).
Todo muçulmano é convocado a tal evento, que se estende desde o amanhecer até o anoitecer. Ausentes dessa prática, idosos, crianças, mulheres grávidas, pessoas com alguma necessidade física, a esses é recomendado alimentar uma pessoa em situação escassa. “Porém deixar de fazer o jejum no mês do Ramadã sem uma justificativa plausível, legítima, é considerado pecado imperdoável com efeitos possivelmente eterno”(CANER, 2001, p.140).
Os adeptos devem ficar sem comer, pois isso os faz vivenciar a purificação e identificação com os que passam fome; é um mês que inclui oração, jejum e caridade. Ainda devem ser erradicadas durante o tempo de duração do mês sagrado as bebidas, as relações sexuais e o fumo, pois é um tempo especial para se reunirem como uma comunidade muçulmana.
É mais que isso. Trata-se de um momento onde suas vidas e mentes são voltadas a lerem mais o que eles acreditam ser a palavra de deus. A mesma deve ser pronunciada e lida de forma que suas mentes estejam dominadas e aptas para prestarem atenção ao que as suras (capítulos) e ayas (versículos) dizem. Portanto, algo que deve ser internalizado, acontecendo assim uma genuína postura de adoração a Alá.
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